DWS INSIGHTS
O Marrocos me ensinou que algumas viagens começam quando voltamos para casa .

Estive na edição do DWS de 2025 e, de lá para cá, não pude mais ser a mesma. O Marrocos é uma terra quente, nutrida e ancestral; uma mistura de culturas que abre nossos olhares e esperanças. Estando lá, passamos a ser. Ser mais presentes, mais íntegras, mais atuantes. Aquelas terras nos chamam de tal forma que o castelo de cartas da nossa existência entra em ruínas e a verdade aparece.
A magia de seu solo, ventos e histórias nos toma de assombro e, quando percebemos, já estamos mudadas por dentro... A mudança é tão potente que passamos a viver uma nova existência; a viver uma nova vida dentro da realidade atual. Mágico, forte e estimulante!
Quando cheguei ao Marrocos, estava terminando de ser curada e de me curar de uma depressão que havia levado por terra todas as minhas garantias. Eu precisava recomeçar, e foi naquela terra abençoada e divina, junto de todas aquelas mulheres, que o olho da tempestade de areia me puxou pelo cabelo e me fez agir.
Ação sempre foi uma palavra com a qual tive familiaridade. Agia por mim, pelos meus, pelos outros. O ponto é quando você passa a desejar agir diferente, sem referência, sem histórico e sem base. Voltei de lá com coragem suficiente para iniciar um projeto profissional que há tempos estava no meu coração, chamando-me obstinadamente para uma nova experiência. Com isso, surgiu o Hub Feminino, um espaço projetado para encontros entre mulheres que desejam falar e viver suas dores, suas curas, seus sonhos e, principalmente, recuperar aquilo que sempre foi nosso por direito: o poder da fala, da ação e da magia.
Mulher é um ser mágico, corajoso e acolhedor, e foi naquele cenário do deserto que conheci algumas das mulheres mais incríveis da minha vida. Mulheres que lutam, que desejam ser reconhecidas pelo que são, que afrontam e que, por isso mesmo, provocam. E nada mais bruxo e misterioso do que uma mulher que provoca. Adoro! Essa ousadia exige das demais pessoas mais amplitude de pensamento, mais expansão existencial e a coragem de aceitar e, quem sabe, acatar as diferenças tão peculiares à existência humana.
Conheço a Janaina Araujo, idealizadora do DWS, há tempos e, com a segurança do amor, posso dizer que seu coração é um fogo molhado. Nele habita a coragem das mulheres ousadas, mas também o acolhimento da água. Existe ali um refrescante sorriso e um olhar que chama. Ao criar esse evento, a peixeira da paraibana se transformou em foice que capina, abre caminhos e cria vidas. Talvez por isso, e por outras infinitas razões, ela tenha conseguido criar algo inédito, que provoca e convida. O DWS é, de fato, um marco ímpar no setor empresarial mundial, e é também um chamado de volta à humanidade.
Quem ainda não foi, deve ir, porque debaixo daquelas terras há fogo, e dentro do coração do DWS também.